Gargalhadas

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16 de junho de 2010

Keven Carter


Kevin Carter (13 de setembro de 196027 de julho de 1994) foi um premiado fotógrafo jornalístico do Continente Africano e membro do Bang-Bang Club.
Em março de 1993, Carter fez uma viagem para o sul do Sudão. O som de choramingar macio perto da vila de Ayod atraiu Carter a uma criança sudanesa. A menina havia parado para descansar do esforçar-se para chegar a um centro de alimentação, onde um abutre tinha aterrado próximo. Ele disse que esperou aproximadamente 20 minutos, esperando que o abutre espalhasse suas asas. Não o fez. Carter tirou a fotografia e perseguiu o abutre para afastá-lo. Entretanto foi criticado por somente estar fotografando e não ajudando a pequena menina.
A foto foi vendida ao The New York Times onde apareceu pela primeira vez em 26 de março de 1993. Praticamente durante a noite toda centenas de pessoas contactaram o jornal para perguntar se a criança tinha sobrevivido, levando o jornal a criar uma nota especial dizendo que a menina tinha força suficiente para fugir do abutre, mas que o seu destino final era desconhecido.
Em 2 de abril de 1994 Nancy Buirski, um editor estrangeiro de fotografias do New York Times, telefonou para Carter para informar que ele tinha ganho o mais cobiçado prémio de fotografia. Carter foi premiado com o Prémio Pulitzer por Recurso Fotográfico em 23 de maio de 1994 na Universidade de Colúmbia em Nova Iorque.
Em 27 de julho de 1994 levou seu carro até um local da sua infância e suicidou-se utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escape para dentro de seu carro. Ele morreu envenenado por monóxido de carbono aos 33 anos de idade.
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Carter)

 Recebi um email de um amigo com algumas fotos deste senhor e o nome do email era "FOTO QUE  CHOCOU O MUNDO E LEVOU O FOTÓGRAFO AO SUICÍDIO".  Como não consigo passar o email para aqui decidi fazer uma pequena montagem das fotografias que este senhor tirou na sua curta passagem pelo mundo dos mortais.
Eu poderia limitar-me a reenviar o email aos meus amigos, e esses aos seus e assim a mensagem iria passar na mesma... mas para que não existam falhas eu vou colocar aqui uma pequena "homenagem" a um homem que com simplesmente 33 anos pôs fim a vida porque não conseguia viver com as imagens que foi recolhendo dos locais onde passou, é que essas imagens não foram só eternizadas pela sua objectiva, ficaram também para sempre na sua memória.
Deixo-vos algumas fotografias, pois nós só pensamos um pouco nos outros quando vemos o seu sofrimento.



Esta foi a fotografia com a qual ganhou o Prémio Pulitzer:


Para finalizar deixo-vos um vídeo que encontrei na net dedicado ao fotógrafo e também uma parte da sua nota se suicídio.
 

In Memory of Kevin Carter - The most amazing bloopers are here
Cquote1.png Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguer.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos… Se eu tiver sorte, vou me juntar ao Ken… Cquote2.png



5 de maio de 2008

Eu chamo-lhe sentimento

Nunca se poderia dizer que é talento
muito menos um Dom,
a forma como escrevo reflecte
o que vai dentro de mim.
A minha inspiração é a Vida,
o Amor, a Amizade, o Ódio e
por vezes a Tristeza...
Posso por vezes parecer lamechas,
mas que interessa isso...
é o que sinto, por isso escrevo...
Escrevo em louvor do sentimento,
do Amor que sinto pelos meus Pais,
do Amor que sinto pelo meu Amor,
da Amizade que sinto pelos meus Amigos.
Fico contente quando se manifestam
sobre o que eu escrevo,
Feliz por saber que alguns gostam,
só não sei se entendem...mas isso
já é querer saber muito... ou não??
Digam, sintam o que entenderem...
mas nunca digam que tenho talento,
porque isso é algo que nunca vou ter.

Obrigado a todos os que têm visitado este humilde blogger, que é invadido por ideias de alguém que por vezes o juízo não é a sua maior virtudes.


Beijinhosss e Abracinhosss Doces

4 de maio de 2008

Mãe...


"Ser mãe dói.
Dói quando o filho nasce e
ela se pergunta como vai saber educar. Dói quando, tendo o futuro todo pela frente, ela se sente perdida, como se o mundo não tivesse continuação. Dói quando filho chora de noite e ela não sabe bem como acalmá-lo. Ela aprende, então, a interpretar cada choro pra entender seu bebé. Ser mãe dói quando filho fica doente e ela quer trocar de lugar com ele e não pode. Dói quando ela não sabe o que fazer. Ser mãe dói quando filho não quer começar a escola e ela precisa fazer um esforço sobrenatural para não chorar e deixá-lo começar a vida de gente grande. Ela chora escondido depois. Mas dói também, quando, deixando o filho na escola, ele dá um sorriso e diz adeus. Dói sentir que ele desprega-se, solta-se, torna-se independente. Como dói!!! Ser mãe dói quando filho tem problemas na escola e ela precisa ouvir com naturalidade as queixas. Dói a adolescência, as questões existenciais. Deve doer demais ver um filho indo para a guerra. Deve doer imensamente ver filho seguindo caminhos diferentes dos que julgamos correctos. Mãe que vê filho sofrendo, sofre dobrado. Ser mãe é uma missão que dói a vida inteira. Ser mãe é ter a dádiva do dar. Ela planta e sabe que não é pra ela. Jesus também teve mãe. E deve ter doído nela mais que em qualquer outra mulher do mundo. Uma mãe é uma ponte entre os céus e a terra. É o ser escolhido por Deus, certamente o mais bendito de toda a criação, para que a terra se encha e se multiplique. Ser mãe dói sim. Mas engrandece também. A medida da dor é também a medida da alegria de ver filho feliz. A maternidade é a coroa de toda mulher. De espinhos... mas de flores também! Benditas sejam todas as mães do mundo!"

Letícia Thompson


Beijinhos e Abracinhos

18 de abril de 2008

Para ti...



Conheci-te quando pensava
que nada mais me podia surpreender
A minha vida estava um caos e eu tive que aprender a viver assim...
principalmente aceitar os problemas,
que só eu posso revolver....
Pensei que não me ia interessar por mais ninguém
como me interessei por ti,
conclui que nunca se pode dizer "nunca".
Por diversas vezes tentas-te entrar no meu forte...
mas nunca conseguis-te lá chegar...
enumeras vezes estiveste lá perto... mas....
não entras-te... não sei porquê?
Talvez por veres que não ias encontrar nada
de especial por de trás daquelas muralhas.
Sei que sou um pouco complicada,
que nem sempre falo o que penso ou sinto
quando devo....
Não é por falta de coragem, mas por
sentir que não ia adiantar nada falar...
Que não adianta te seduzir....
pois nada de novo tinha para te dar...
Assim vou convivendo e sonhando contigo
sei que nunca serás parte de mim por completo
mas só a atenção de amigo chega para eu
continuar a viver....
Obrigada por teres permanecido nesta minha efémera vivência....


Beijinhosss docessss

7 de abril de 2008

Do outro lado do espelho....

És a voz que todos os dias me diz o mesmo...
Assim que acordo vês-me e
em vez de um Bom Dia...
olhas-me e fazes uma cara "feia"...
sei que não sou bela...
muito menos bonita...
que tenho muitas imprefeições e defeitos,
mas a forma que me olhas e me tratas
deixa-me deprimida...
não consigo mudar e ficar diferente,
por muita pena minha,
gostava de um dia...
chegar a tua frente e ouvir:
- "és linda, bela, deslumbrante"
Mas esse dia não vai chegar...
pois és o espelho que da minha alma.....

Beijinhos e Abracinhos

28 de fevereiro de 2008

Sonhos Desfeitos

Tem-se discutido ultimamente o envelhecimento da população portuguesa, foram discutidas na Assembleia da Republica formas de motivar as jovens famílias a terem mais filhos para inverter estes resultados. Mas a maior parte das pessoas quer dar tudo ao único filho que tem do que lhe dar menos um pouco e ter mais um filho... Mas não é este ponto que eu quero focar, não sei se é por ter a minha avó por perto (ela vive na minha casa há 10 anos com uma doença degenerativa) ou se por acompanhar algumas vezes uma grande amiga a lares por causa da avó dela, tenho visto uma realidade oculta, ou pelos menos para mim, eu nunca pensei que houvesse tanta gente abandonada em casas de repouso, lares e mesmo nos hospitais pelas suas próprias famílias. Eu sei que estamos numa era do egocentrismo, mas não podemos despachar pessoas que são importantes pela nossa existência como quem se desfaz de uns sapatos ou de um casaco que não nos fica tão bem, eu também sei que nos dias de hoje é muito difícil ter uma pessoa idosa ou alguém dependente em casa, mas há que garantir que a "nova casa" deles seja boa, que tenha condições, que tenham bons tratos, que não sejam tratados como lixo, e por fim não nos podemos esquecer de algo muito importante... Que é ir VISITÁ-LOS, podem dizer-me "...nem sempre dá, que as pessoas levam a semana nos seus trabalhos e chegam tarde a casa, e que o fim-de-semana é o único bocadinho que têm para descansar..."(é nestas alturas que utilizamos da forma mais simples a velha frase ...não tenho tido tempo...") mas tem sempre que existir um tempinho para ir ver o jogo de bola a casa dos amigos ou no café,ou estar com eles no café, ou então para ver a novela (que é muito educativo)... mas nunca se arranja umas meras duas horas para ir visitar alguém, que a maioria das vezes, fizeram tudo por nós.
Quando vou visitar a avó da minha amiga ponho-me a pensar " como deve ser triste ficar a semana toda á espera de ver alguém da família" (e muitos vêem as famílias dos outros e ficam sós) naquela casa devem ser mais de 10 pessoas que estão lá e das vezes que lá fui não contei mais de 3 ou 4 pessoas que tinham visitas, a mim desfaz-me o coração ver aqueles rostos enrugados (e muitos deles no campo e ao sol) sem sorriso e abandonados sem ter ninguém para falar.
Eu sei que a minha avó é uma privilegiada por estar aqui perto de nós, e ter o nosso carinho e cuidados, e a avó da minha amiga por ter alguém se preocupe em ver onde ela está e de a ir visitar sempre que podem.
Não escrevi esta mensagem para criticar nem julgar ninguém , pelo contrário, quero que quem ler esta mensagem pare e pense um pouco no que tem andado a fazer neste planeta que mais parece um deserto cheio de abutres. Se dermos um pouco, uma hora, ou mesmo meia hora, da nossa atenção as pessoas que nos rodeiam ou que pensamos que não têm nada de novo para nos dar, vamos ver que esse pouco tempo que parámos foi muito tempo para alguém que se sentia sozinho e talvez inútil.

23 de fevereiro de 2008

Papá e Mamã

Pensei, pensei.... e decidi que se não fossem estas duas pessoas eu não estaria aqui por certo (eu sei Sr. Zorze que não é bem assim mas não compliquemos mais, para si tive muita sorte em ter "caído" nesta casa) então vou dedicar a minha primeira "homenagem" a eles.
Os meus "papis" são de terras bem distantes a mãe de Miranda do Douro mas veio pequenina para o Barreiro (dizem que o meu avô não gostava muito de trabalhar e então a minha avó veio para cá fazer vida com as filhas), o pai é da Republica Democrática do Congo (antigo Zaire) veio para Portugal quando a guerra começou a apertar e para poderem salvar a sua própria pele vieram para cá (o meu avô era português) quando regressaram foram para a Sertã (terra do meu avô paterno) mas como o trabalho lá era escasso ele veio para o Barreiro.
Como se pode concluir eles acabaram por se conhecer, é uma história engraçada por isso vou resumi para vos contar, a minha avó (materna) trabalhava num supermercado perto da casa dos tios do meu pai (onde ele foi viver quando veio para o Barreiro e só saiu de lá para casar) ele começou a namorar uma amiga da minha mãe mas como ele era um pouco mulato o pai dela não aceitava o namoro, e o meu pai começou a deitar o olhinho para a minha mãe... e imaginem onde eles se encontravam com frequência (sem ser no supermercado)na igreja pois iam os dois a mesma missa... e pronto as coisas começaram a aquecer e decidiram casar...e comprar casa na Baixa da Serra (Baixa da Banheira).
A vida era complicada eles pagaram o casamento com o subsídio de férias e de natal do meu pai ( que na altura era 18 contos) não houve dinheiro para mais nada... nem lua-de-mel... nada, o que houve foi começar a trabalhar logo a seguir.
Pouco tempo depois de terem casado descobrem que a cegonha os vinha visitar...(eles dizem que foi na noite de núpcias mas pelas minhas contas foi 15 dias antes... risinhoss) contam que foi uma festa pelo menos para a família paterna porque ia ser a primeira sobrinha, neta e bisneta... mas eu vim estragar os planos de muita gente, naquele tempo não se fazia ecografia com a regularidade como é agora e ninguém sabia o que ia nascer (pelo menos os meus pais não saiam) mas apostavam muito forte num menino, tão forte que só existia roupinha azul e amarela, rosa nada... e sai eu para estragar as apostas...lolol..
Pouco tempo depois a minha mãe teve de voltar ao trabalho, o dinheiro era pouco e quanto menos se trabalhasse menos se ganhava (anos 80).
Seis anos depois os meus pais acharam que a vida estava a compor-se um pouco e pensaram em me dar um mano ou mana para não me sentir sozinha, depois de tentarem a minha mãe é novamente abençoada com a maternidade o espanto é quando souberam que existia uma promoção "pede um... leva dois" pois é a minha mãe desmaiou quando fez a ecografia em que lhe disseram que iam ter gémeos. A Vida a partir dai complicou-se um pouco pois pensava-se que era só mais uma boca e vieram duas. Um mês depois de os meus irmão nascerem a minha mãe sofreu uma grande perda, a minha avó materna morre depois de ter entrado dias antes em coma por causa dos diabetes. Como a minha mãe era madrinha do seu irmão mais novo teve a responsabilidade de o querer perto de si e também havia sido sempre a vontade da minha avó (ela não queria que ele fosse viver com o pai, é uma outra história grande) então passamos a ser 7 pessoas em casa (eu os meus irmãos, os meus pais, o meu tio materno e o meu tio paterno), grande família... as coisas foram correndo mas como podem imaginar não foi muito fácil... anos mais tarde os meus pais não conseguiam fazer frente ás despesas e decidiram entregar a casa para poderem dar de comer aos filhos e mudaram-se para casa da minha avó que estava fechada.

A partir dai as coisas foram correndo mas sem grandes novidades a vida foi melhorando aos pouco... as nossas férias eram passadas lá na terra pois eram mais económicas e sempre aproveitávamos para estar com a família...

O tempo foi passando e desta vez quem sofre uma grande perda é o meu pai com a morte do meu avô. Nesta altura o meu pai, apesar de ter 5 irmão sentiu-se na obrigação de olhar pela mãe que nunca recuperou muito bem a perda do seu companheiro de tantas lutas, com esta perda a saúde da minha avó foi-se degradando (talvez fosse a sua doença já a falar) e acabou por vir para o Barreiro fazer tratamentos aos joelhos onde mais tarde foi operada a um... ai terminou tudo... ela não morreu mas a doença apoderou-se dela e ela está acamada há 8 anos, e na nossa casa, claro que a nível monetário a estabilidade dos meus pais nesta fase das suas vidas é outra mas é como se costuma dizer mal se sai de uma entra-se noutra, isto é a vida monetária está melhor mas temos uma pessoa que precisa muito de nós, pois ela já cuidou muito bem de nós e devemos-lhe isso.

Há uns 4 ou 3 anos é que eu comecei a ver os meus pais ir de férias... é verdade ao fim vinte e tal anos de casados é que têm férias... férias sem filhos sem trabalhos com tempo só para eles. Acho que eles merecem e mereciam-no muito mais cedo, mas nem sempre as coisas são como queremos, e eles agora aproveitam para viajar, conhecer novas terras e também namorar, só tenho pena de não lhe poder proporcionar mais saída e viagens... pode ser que um dia consiga.... Depois desta longa história só quero que saibam que são duas pessoas muito importantes na minha vida, que cada vez tenho mais orgulho por ser vossa filha, sempre me deram a atenção que poderiam e tudo o que podiam dar para me fazer feliz, não posso esquecer que também me têm dado, e espero que continuem a dar por muitos anos, uma grande lição de vida pois não me meteram, nem aos manos, numa redoma de vidro muito pelo contrario têm-nos ensinado e preparado para a dureza da vida.


P.S.: estas fotos são das suas ultimas férias numa passagem por Valença do Minho

Beijinhosss e Abracinhos Fofinhoss